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Docentes universitários em greve avaliam proposta do governo

Formulário encaminhado às seções sindicais, secretarias regionais e comandos de greve, indaga se os professores devem "assinar, ou não", as proposições do Governo ou se a categoria deve continuar a greve e construir sua saída coletiva junto ao sindicato.

Por CNON em 18/06/2024 às 17:03:02

O comando nacional da greve dos professores universit√°rios, ligado ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), solicitou que os docentes façam assembleias locais até sexta-feira (21) para avaliação das propostas apresentadas pelo governo federal à categoria.

Em formul√°rio encaminhado às seções sindicais, secretarias regionais e aos comandos locais de greve, o Andes indaga se os professores devem "assinar, ou não", as proposições do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços P√ļblicos (MGI) e pelo Ministério da Educação; e se a categoria deve "continuar a greve ou construir sua sa√≠da coletiva" junto ao sindicato.

O formul√°rio tem que ser respondido até o meio-dia da próxima sexta-feira. As respostas irão subsidiar a reunião do comando nacional de greve que ocorrer√° no fim de semana em Bras√≠lia. Segundo o sindicato, a greve iniciada em abril ocorre em 64 das 69 universidades

Em texto encaminhado aos professores, o comando informa os pontos da proposta do governo para a categoria: recomposição parcial do orçamento das universidades e institutos federais; implementação de reajuste de benef√≠cios (aux√≠lio-alimentação, aux√≠lio-sa√ļde suplementar e aux√≠lio-creche), "apesar de ainda não haver equiparação com os benef√≠cios dos demais poderes"; e elevação do aumento linear oferecido até 2026 "de 9,2% para 12,8%, sendo 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026".

Proposta do governo

De acordo com o governo, com o reajuste linear de 9% concedido ao funcionalismo federal em 2023, o aumento total, informou o MGI, ficar√° entre 23% e 43% no acumulado de quatro anos. A pasta ressaltou que o governo melhorou a oferta em todos os cen√°rios e que os professores terão aumento acima da inflação estimada em 15% entre 2023 e 2026.

A proposta anterior previa reajuste zero em 2024, 9% em 2025 e 3,5% em 2026. Somado ao reajuste linear de 9% concedido ao funcionalismo federal no ano passado, o aumento total chegaria a 21,5% no acumulado de quatro anos.

No final de maio, o MGI informou ter apresentado a proposta final e considerava "encerrada" a negociação de ajuste salarial, mas que "o governo permanece aberto para di√°logo sobre pautas não salariais". Também naquele m√™s, o MEC recompôs o orçamento para a educação superior estabelecendo mais recursos para custeio de despesas: R$ 279,2 milhões para universidades e R$ 120,7 milhões para institutos federais.

Na √ļltima sexta-feira, o Ministério da Educação se comprometeu a revogar, após o término da greve, a Portaria 983, de novembro de 2020 - que elevou a carga hor√°ria m√≠nima semanal dos docentes.

Também na semana passada, o presidente Luiz In√°cio Lula da Silva anunciou que o governo federal vai investir para melhorias na infraestrutura de todas universidades federais (R$ 3,17 bilhões), hospitais universit√°rios (R$ 1,75 bilhão) e para a criação de dez novos campi nas cinco regiões do pa√≠s (R$ 600 bilhões). O total é de R$ 5,5 bilhões do novo PAC.

Fonte: Agência Brasil

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Marlene Rosa

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